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  • Vinicius Calado

Dia do médico - 18 de outubro

Passaram-se dez anos que escrevi o texto abaixo como uma homenagem aos médicos e médicas de Pernambuco pela passagem do dia do médico, era uma segunda-feira, 18 de outubro de 2010, mas entendo que ele é ainda atual.


Este ano a homenagem é ainda mais merecida, tendo em vista a pandemia que nos assola.


Reproduzo o texto na íntegra, parabenizando aos médicos e médicas que colocam suas vidas em riscos todos os dias para enfrentar esse inimigo desconhecido que já ceifou tantas delas e deixou sequelas em tantos outros.



Medicina, dignidade e cidadania


No exercício cotidiano da medicina, notadamente nas grandes emergências públicas, os médicos travam uma verdadeira batalha pela vida. Todos os dias vidas são salvas, patologias curadas e almas acalentadas pelos discípulos de Hipócrates que fazem da profissão um verdadeiro sacerdócio.


Ao lado da batalha pela vida, o médico ainda precisa encontrar tempo e disposição para lutar em prol da dignidade, seja pela do seu paciente (em receber tratamento adequado), seja pela sua própria (de ter as condições mínimas e necessárias para exercer a medicina), pois tanto na área pública quanto na área privada, muitos são os obstáculos a serem vencidos para que o paciente possa realizar o tratamento prescrito e concretizar-se a boa medicina.


Na área pública isto ocorre em face da notória impossibilidade do SUS em atender todas as demandas e na área privada em face da intermediação, não raras vezes nociva, das operadoras de planos de saúde que submetem os seus usuários (pacientes) a uma verdadeira via crucis para permitir que os mesmos realizem exames/tratamentos prescritos por seus médicos assistentes.


A grande maioria desses pacientes ao enfrentar estes problemas tem em seu médico o seu grande e único aliado, pois este é capaz de alterar os rumos de uma história triste (negativa do plano) para uma história de sucesso (realização do procedimento).


Neste contexto não é difícil afirmar que o médico que está hoje exercendo sua profissão nas unidades públicas é um verdadeiro herói anônimo do cotidiano e na outra ponta, na esfera privada, o médico que trava batalha com a operadora de plano de saúde, apesar de aviltado por aquela, não se furta em defender os direitos do paciente, mesmo pondo em risco sua condição de referenciado/credenciado.


Por uma questão de justiça e em reconhecimento pela marcante atuação profissional e ao relevante papel social desempenhado para a construção da cidadania registramos a nossa homenagem aos profissionais médicos e aos dirigentes das entidades médicas pela incansável luta em prol da boa medicina e dignidade humana.



Vinicius de Negreiros Calado

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